Yam

Dioscorea spp.

Dioscorea é um gênero com mais de 600 espécies nativas das ilhas do Pacífico, África, Ásia, e América. Muitas espécies de Dioscorea são cultivadas e conhecidas como batata doce, uma importante fonte de carbohidratos, minerais, vitaminas e fibra para mais de 100 milhões de pessoas nos trópicos úmidos e semi-úmidos. A batata doce também é usada para produzir inseticidas, preparar venenos para caça e na produção de componentes de anticoncepcionais e tratamento para asma e artrite. Quase 90% de toda a área cultivada e produção está concentrada na Nigéria, Costa do Marfim, Gana e Benin.

Três áreas independentes de domesticação foram propostas: cada uma trazendo várias espécies de Dioscorea para o cultivo: no sudoeste da Ásia (D. alata, D. esculenta, D. bulbifera, D. hispida, D. pentaphylla, D. nummularia, D. opposita e D. japonica); na África Ocidental (D. rotundata, D. cayenensis, D. bulbifera, D. preussii, D. praehelensis, D. sansibarensis e D. dumetorum); e na América tropical pré-Colombiana (D. trifida e D. convolvulacea). Os vestígios arqueológicos mais antigos de batata doce (D. hispida) datam de 20000 AP, e foram encontrados em Sarawak, Malásia. Navegadores portugueses e espanhóis espalharam a batata doce asiática na América. Atualmente, a batata doce de origem asiática (D. alata) é cultivada extensivamente na África e no Caribe.

Agricultores no continente africano e Madagascar continuam a utilizar a batata doce selvagem, selecionando plantas em florestas e coletando-as para o cultivo. Essa plantas podem ser expostas a processos de seleção recorrente e hibridização com espécies cultivadas.

O Genesys contém mais de 100.000 registros de acessos de milho, 76% sendo metade de raças rústicas. As maiores coleções de milho são mantidas no banco de genes do International Institute of Tropical Agriculture (IITA).

Em 2010, um grupo de especialistas elaborou a estratégia de conservação global da batata doce. A estratégia destaca a necessidade de aumentar a representatividade das coleções de Dioscorea nas Américas e Ásia e de espécies cultivadas menos expressivas (além da D. alata e D. rotundata). O documento também identifica as coleções de bata doce ex situ que não haviam sido registradas anteriormente, destaca a urgência de melhorar os padrões de conservação in vitro e no campo, enfatizando os benefícios potenciais da criopreservação.

Dada a importância da batata doce para a segurança alimentar e geração de renda na África, o IITA e seus parceiros estão liderando esforços de pesquisa para melhorar duas importantes espécies de batata doce cultivada: batata doce branca (D. rotundata) e a batata doce da água (D. alata). Essa iniciativa visa produzir variedades altamente produtivas de boa qualidade e resistentes a doenças importantes, como anthracnose e o vírus yam mosaic.

Informações gerais

Tamanho das coleções de bancos de germoplasma

Outros nomes aceitáveis